O morro dos ventos uivantes
Nessas noites passadas em que estávamos juntos, enquanto você estava ao sul, anotei na memória o sentimento do seu sexo em forma de poesia, que não saiu da minha mente por alguns segundos.
O poema era quente, mas estava apagado no subconsciente.
Daqueles esquecidos e que quando a gente subitamente se lembra, é corado pela moralidade, sabe?
Era como sonhar acordado, envergonhado, com sorriso de lado.
Foi só te imaginar que num piscar de olhos me veio o pensamento com seu rosto e seu cheiro do pescoço.
Como quem não queria nada... fui me convencendo a ceder até você descer e eu sentir seu rosto barbeado vagando pelos vales e morros do meu corpo... No caminho do céu e do pecado.

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